sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transamazônica de trás pra frente - Parte 1

olá amigos,  tentarei dissecar ao máximo possível o meu diário de viagem, para os interessados em enfrentar a rodovia que ousa desafiar a floresta, mas se mesmo assim surgir alguma duvidas e só perguntar.
só uma explicação do titulo do post, Transamazônica de trás pra frente, por que nós estamos fazendo o percurso pelo "final" da rodovia, ou seja, de Porto Velho a Cabedelo, na verdade não e bem o final por que ela acaba em Lábrea-AM e nós estamos partindo de Porto Velho, ou seja nós iremos entrar na Rodovia em Humaitá.



1º Dia (04/08/2012) - Saída de Porto Velho, inicialmente a saída estava programada para as 08hs da manhã, mas devido a inúmeros imprevistos só pegamos estrada as 15hs. 

O primeiro abastecimento fora realizado em Porto Velho na noite anterior, dia 03/08/2012.




Cruzamos o rio madeira de balsa sentido Humaitá-AM, mas logo logo essa parte do caminho sera feita por ponte, como pode ser vista na foto postada no post de planejamento.

A estrada entre Porto Velho e Humaitá está muito boa, distancia 200km de asfalto.

Chegando em Humaitá, entramo em contato com o amigo Wesley, mas conhecido em Humaitá como Dydyo, que de imediato nos ofereceu sua residencia para pernoitarmos, foi um enorme prazer para nós. Valeu Wesley.





2º Dia (05/08/2012) - A balsa que faz a travessia do Rio Madeira em Humaitá está disponível a cada 2 horas, sendo a primeira as 8hs da manha, nos despedimos do Wesley para pegar a primeira balsa, mas infelizmente perdemos e tivemos que esperar duas horas já que a próxima só sairia as 10hs. Aproveitamos e demos umas volta na cidade.




Segundo abastecimento em humaitá.

Após duas horas de espera finalmente atravessamos mais uma vez o Rio Madeira agora sentido Apuí-AM, aqui começa a aventura e o trecho de chão da Transamazônica - BR 230. Muito buraco, poeira, caminhões,  pontes estreitas e paisagens magnificas.
O trecho entre Humaitá - Apuí a estrada larga, mas com muito buraco, portanto todo cuidado e pouco para não ficar parado no meio da BR com problemas mecânicos ou pneu furado.



Mais ou menos no km 145 entre Humaitá - Apuí, quem ousar encarar a rodovia terá que passar por dentro da Terra Indígena Tenharim, mas para isso terá que pagar o pedágio é isso mesmo os índios colocaram cancelas no meio da pista e só passa quem pagar a quantia por eles estipulada, no nosso caso tivemos que pagar R$ 20,00. Nesse trecho nem tente gracinhas pague o pedágio e siga a viagem.

Click na imagem para aumentá-la e veja a frente o portão feito pelos índios

Antes de chegarmos em Apuí, paramos um pouquinho para um banho nas águas amazônicas, viagem boa é assim você tem que aproveitar.



levantamos acampamento novamente e seguimos viagem. No caminho mais uma balsa sobre o Rio Aripuanã.

Finalizamos o segundo dia dormindo em Apuí-AM, no Hotel Bahia.
ao abrirmos a capota da caminhonete olha só a imagem, as malas e mantimentos cobertos de poeira.




3º Dia (06/08/2012) - Manhã do terceiro dia abastecimento em Apuí e segue viagem, por que ainda tem muito chão.

Após algumas horas de estrada e poeira eis que temos a frente mais uma balsa agora sobre o Rio Sucunduri.
no km 274, antes de chegar em Itaituba mais um abastecimento, vale ressaltar que sempre que passar por um posto de combustível abasteça, nunca deixe seu tanque com pouco combustível na estrada. abaixo veja algumas das "benfeitorias humanas"





uma dica importante é tomar cuidado com os Devinteiros é como são conhecidos alguns motoristas que fazem o transporte de pessoas e mercadorias na Transamazônica e que dirigem caminhonetes D-20, pois alguns deles, não estou aqui generalizando, andam voando na estrada.



O trecho entre Apuí - Itaituba a estrada da uma melhorada, mas se torna estreita e com muitas curvas.
Nesse trecho também cortamos o Parque Nacional Amazônia, trecho de mais ou menos 100km, esse que por se encontrar dentro de uma Unidade de Conservação é de floresta bem fechada, aqui nos passamos durante a noite portanto não pudemos ver quase nada.





neste terceiro dia resolvemos almoçar na estrada, próximo de um dos igarapés já que havíamos levado uma grande quantidade de comida, sendo assim paramos e começamos a fazer o almoço, mas vou logo avisando não façam isso, dependendo do lugar onde for parar por que onde nos paramos enquanto nos preparávamos o almoço e comíamos os mosquitos se banqueteavam com a gente também, sofremos nessa hora.



fim do terceiro dia pernoite em Itaituba, terra das D-20, dormimos eu acho no pior hotel do mundo, nossa esse hotel tinha todos os ...entos, piolhento, pulguento, sarnento. pense um hotel que não tinha nem água, ou seja, dormimos sujos e cheios de poeira. Hotel cheio de bicho, e um negocio que os donos chamavam de cama esse foi o pior de toda a viagem.

4º Dia (07/08/2012) - Depois de um noite mal dormida, seguimos em frente, atravessamos o Rio Tapajós de Balsa e vamos que vamos.
Após atravessarmos o Rio Tapajós, abastecemos em Marituba distrito de Itaituba. nesse quarto dia a viagem transcorreu tranquila.
Quando chegamos em Rurópolis - PA decidimos sair momentaneamente do roteiro e entrar na BR-163, com destino a Santarém - PA e posteriormente Alter do Chão - PA um paraíso escondido na floresta.
amigos vale ressaltar que o trecho entre Rurópolis - Santarém é de 215km, ou seja, essa nossa saída de rota nos custou mais ou menos 500km já que fomos também para Alter do Chão e a distancia entre Alter e Santarém é de 30km, mas esse desvio vale muito.

no final do quarto dia dormimos em Santarém no hotel Luna e na manhã seguinte seguiríamos para Alter do Chão.

5º Dia (08/08/2012) - Iniciamos o dia Abastecendo a caminhonete em Santarém e seguimos para Alter do Chão, para chegar até esse paraíso pegue a PA - 457, a estrada e toda asfaltada mas com muitas curvas. Chegando em Alter nos hospedamos na pousada Lago Verde, excelente pousada recomendo.

aproveitando Alter, dependendo do período que você visite o local terá que pegar um barco para ir até a restinga é onde existe alguns quiosques e você pode tomar banho no Rio Tapajós, se você for um pouco mais aventureiro poderá também subir no morro da piroca, e esse o nome do morro, hheouhauhaouheoau.
depois de curtirmos um dia e meio desse paraíso seguimos viagem rumo a Cabedelo via transamazônica.




encarando a subida do morro

de cima do cume, abaixo a restinga de alter do chão

morro piroca


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